O Custo por Palavra é a vaca sagrada do mundo da tradução. É altura de acabar com isso.

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Os serviços de tradução têm, tradicionalmente, sido oferecidos num regime de custo por palavra; e há boas razões para isso. É transparente: todos estão de acordo acerca do que são palavras, e é claro que mais palavras requerem mais esforço. Mas se analisarmos um pouco mais a fundo, este sistema não se adequa com um mundo em constante mudança.

Cobrar à palavra não é uma coisa nova. Na verdade, parte da razão pela qual pensamos que esta ideia está ultrapassada é que o melhor exemplo de cobrança à palavra vem de há 100 anos – o telegrama. Como os clientes odiavam ser cobrados por palavra, um pioneiro chamado Nelson E Ross compôs cuidadosamente um guia contendo truques matreiros para evitar pagar por palavras supérfluas e, ainda assim, realizar uma comunicação eficaz. 

Pode ler uma transcrição aqui, que inclui conselhos úteis e sensatos, tais como: quando pensar em mandar um telegrama a alguém pedindo que responda de imediato”, pode muito bem poupar o custo de uma palavra desnecessária, escrevendo: ‘responda imediatamente”.

Ross teria adorado o email.

A questão é que o valor real não está nas palavras individuais, mas na mensagem como um todo, ou melhor, em toda a conversação. 

Pagar por Valor vs. Cobrar pelo Custo

“Não coma o” é 25% mais curto do que “Não comas o bolo”, mas 100% menos eficaz. Assim, ao sermos cobrados por palavra, sentimo-nos enganados porque estamos a ser cobrados por algo arbitrário e não pelo que realmente valorizamos.

Pagar por algo a que damos valor é algo que já todos experienciámos; infelizmente é também equivalente a pagar um resgate”. É o motivo pelo qual as companhias aéreas chegam a cobrar tarifas seis vezes mais altas se comprar o voo no dia anterior. Eles sabem que as viagens de última hora têm muito mais valor.

Mas valor não tem de significar custo. No universo on-line, temos a mistura perfeita de variedade sem esforço, e fazer uma escolha diferente é tão simples como abrir uma nova janela do navegador.

Custo por troca, não por palavra

As empresas inteligentes e digitalmente esclarecidas estão, portanto, a alinhar-se com os valores dos clientes: cobrando de maneiras que respeitam os resultados esperados pelos clientes. Basta ver o exemplo dos  Tickets de Apoio ao Cliente . Reconstruir uma relação em torno do “custo por interação” é algo poderoso. Não só fala no idioma do cliente, como também alinha a componente da tradução com o resultado desejado no sentido mais amplo: uma experiência positiva para o cliente. Os seus colaboradores do serviço de apoio ao cliente não podem ser incentivados a escrever menos a fim de economizar dinheiro, pelo que a tradução nunca poderá ser uma desculpa para um mau serviço de apoio ao cliente. Todos temos o mesmo objetivo um cliente satisfeito, (que é também um retorno de investimento facilmente mensurável).

O mesmo princípio pode ser aplicado para descrições de produtos, legendas ou posts em blogs quando as traduções se alinham com os resultados comerciais, todos saímos a ganhar. Assim, à medida que a Unbabel se esforça para fazer avançar a indústria da tradução, nós acreditamos que a morte do “custo-por-palavra” aproximará os prestadores de serviços linguísticos dos seus clientes.

Quando a tradução é incorporada no seu negócio, e não providenciada como um serviço comercial, (uma tecnologia de caixa negra’), encontrará utilidades cada vez mais estratégicas para a mesma; o que motivará sucessos nas seguintes áreas:

– Maior foco no cliente: Servir cada cliente com detalhes localizados, apesar de operar globalmente;

– Expansão das fontes de receita: Entrada em novos mercados de forma rápida e sem problemas, reagindo à mudança local de maneira eficaz;

– Operacionalização: fazer mais com menos, automatizar tarefas repetitivas e implementar capital humano onde este é mais útil.

A Unbabel ajuda as empresas a focalizar-se em todos estes objetivos, e eliminar o “custo-por-palavra” é fundamental para desbloquear o valor estratégico inerente às oportunidades globais. 

Adoraríamos conversar com empresas que caminham em direção a um modelo operacional de “custo-por-valor”. Contacte-nos Aqui.

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